Navegar é preciso Viver...

This page is powered by Blogger. Isn't yours?
Sábado, Novembro 21, 2009


Exercício poético nº9
das relações de mestrando


Soneto da Ilha de Lia


A ilha de Lia frequento
Ouro garimpo, mas me contenta o bronze
Lá vou até dois mil e onze
Olhos atentos, e teu olhar intento!

Tudo me encanta na Ilha de Lia
Se fome passo, se sinto maltrato
Bem logo me assina adorada alforria
Ou me assassina.

Tudo na Ilha vejo,
Todos os livros almejo:
De Lia (que espanto!), o desprezo.

De modo que em mim um desejo irrompe
Que Lia apareça na Ilha (e nos livros que eu lia)
Ainda que apenas agrida-me a fronte!


Sexta-feira, Novembro 13, 2009


Exercício poético sem número
Daquilo que me foi muito íntimo

Artéria
Arte ria
Ria, arte
Rir-te
Te rir
Ter ir
In ter v ir

[primeira intervenção, sucinta]
O sangue jorrando na artéria,
Seiva escorrendo o caule.
Riso estampado no rosto,
Eu e você, tudo posto.

Tudo exposto, o gosto
Desgosto, o suor e a lágrima
O sexo, a culpa, desculpa...

Um gesto ‘molto presto’
E eu não presto.

Mas a arte me jorra da artéria
Me borra, esta arte
E eu quero ar-te!

Ar - te
Te - ar

Tear!

[segunda intervenção, liberta]
Tear de lágrimas
Tear de ‘tears’
Tear de ares
Tear de artes...

Teares de histórias
Histórias de ‘tears’
Lágrimas de lã
Histórias de água e sal!


Monteverdi aos montes
Marisa aos montes
Dulce às Pontes
Verdes montes de Monteverdi!

Guarda as portas do Hades
Dos montes verdes de Monteverdi
Montes de Mandacaru e gérberas
O cão respira, Cérbero

Furioso, grave, eternamente faminto
Devora Cérbero a tudo
A Dvorak, a Monty Pyton
Até aos montes de Marisa.

E quem de Dulce cruzar as Pontes
De cara dará com as duas caras
Famintas de Cérbero!

Chora numa luz de meio-dia
‘tears’ de luz
Lágrimas de sol a pino!

No outro meio
O gosto, o desgosto, o sexo
A culpa, desculpa....

O sexo de Cérbero
Jorra o gozo do meio-dia
A fome do cão
É a minha fome!

O sexo infinito do cão
É o meu sexo!
A minha fome infinita de sexo!

Mandacaru
Manda Carol
Manda pra cá!

Devoro a ela com as duas caras,
Com as duas bocas
E c´os dois cérebros de Cérbero!


Sábado, Novembro 07, 2009


Exercício poético nº8
Praticando a condensação do fonema e a densificação do significado



Dó como uma nota,
Dó como um lamento
Dó é o que sinto.

Dó é um tormento,
Dó fora do tempo
Dó é labirinto.

Dó dói,
Dó vê,
Dó dá,
Dó crê.

Dó é uma gota,
Dó se sente dentro
Dó é absinto.


Dó vai
Dó duvida
Dó trai
Dó da vida.

Dó é bom e ruim
Dó é miséria sem fim
Dó é o que tenho por mim.


Terça-feira, Outubro 27, 2009


Exercício poético n.7
De quando Iris recusou o convite para o samba, ainda que estivesse na porta ao lado


Não me importa o teu não vires
ja que minhas portas são sempre porvires:
entras tu com as cores do arco-iris!

quando quiser me ver, vires
uma esquerda e poderás ouvires
atabaques de samba e corações
de Paulos, Renans e
Iris.


Quinta-feira, Outubro 22, 2009


A saga do Cavalo de Pau e do Esquálido Paquerador

Capítulo 1 – De quando se cruzaram os caminhos

Rocinante não dá nem para o começo, Dom Quixote perdeu de longe o posto de mais criativo enredo da história da literatura. O cotidiano do Cavalo de Pau, alegremente conduzido pelo Esquálido Paquerador há de ser a próxima grande empreitada literária que consta nestes autos. Cervantes nos conduza nesta empreitada desmedida, nesta busca de verdades no mais recôndito da psiquê destas personagens. Do cavalo de pau, neste sentido, pouco há o que se dizer. De fato, de pau mesmo apenas o corpo, um cilindro que poderiam jurar alguns algum dia já ter sido cabo de vassoura. A cabeça é de plástico, e isso não faz denigrir em nada a astúcia e o carisma desta afetuosa entidade. Graças ao Cavalo de Pau, toda a história que se desenrola pôde se desenrolar. Deste modo, já tem de saída o Esquálido Paquerador grande dívida com o cavalo de pau, por ser possibilitador de toda a aventura e desventura que se segue.
Deu-se o primeiro encontro entre o Esquálido Paquerador e o Cavalo de Pau nos inóspitos corredores da loja de preço único. Uma incoerência, visto que dentro da loja de preço único variavam-se os preços dos produtos; modo que o cavalo de pau que deveria ter custado ao Esquálido Paquerador um e noventa e nove saiu por quase cinco contos. Dinheiro bem investido, pensou o astuto amante. Afinal, fora amor à primeira vista (acreditara nisto nosso herói!). E se o preço a se pagar pelo amor for de cinco contos, que seja: saiu feliz a cavalgar, tomado de súbita ternura, seja pelo ineditismo da cavalgada, seja pela verde aura a emanar daquela cabeça plástica.
Sentia o Esquálido Paquerador uma tépida sensação de saciedade; vingara todos os anos da tenra infância, quando quisera ter um cavalo de pau, e este direito pueril lhe fora duramente tolhido. A antiga impressão dos adultos de que há que se dizer não às crianças, para que acostumem-se à rejeição e aos impedimentos futuros da vida. Alienando-nos da eficácia ou não deste método adulto de percepção e criação, fiquemos com a felicidade do esquálido paquerador.
Por parte do Cavalo de Pau, nenhuma sorte de imposição; deu-se completamente à causa da cavalgada, permitiu-se ser montado, deslizou suas rodas por sobre o asfalto num estrépito desconcertado, mas de modo algum incômodo. Se há mistérios ainda a resolver neste mundo, este é um deles: como é que pode tamanha afeição entre dois, assim, sem dizer palavra, apenas num olhar, num toque, e como uma cavalgada primeira pode ser uma vivência de afeto e transcendência. Ora, poderiam pensar os materialistas: o cavalo é de pau! Ainda assim, o ser-cavalo-de-pau daquele Cavalo de Pau permitiu que tudo viesse a ser, e quem ainda não partilhar da alegria de nosso Esquálido Paquerador em encontrar esta entidade de matéria, de madeira e plástico, e quem não sentir com nosso herói toda a riqueza do florescer de um sentimento deve abandonar esta saga. Amar o plástico e a madeira do Cavalo de Pau é parte fundamental para a apropriação deste volume; deixemos por hora, apenas como exercício estético, de votar nossos amores aos cartões de crédito, e devotemo-nos ao Cavalo de Pau.
Seguiam, dizia, apaixonados, ambos, animados e inanimados (matéria e anima), coisa e gente, ser e ente, uma unidade possível para o ser-dois. E foi assim, ninguém jamais poderá dizer se por sorte ou predestinação, que se cruzaram estes caminhos, mas foi por bem que se cruzaram. Ainda que toda a história que aqui se passar for uma completa tragédia, com elementos do teatro grego, fica valendo a narrativa. Quando tudo dá errado, ainda assim resta uma bela história. Que seremos nós, dentro em breve, senão não mais que história?


Terça-feira, Outubro 20, 2009


Com muito gosto, convido a todos



Terei a honra de tocar ao lado do Prof. Giacomo Bartoloni nas seguintes datas e horários:

Terça-feira, 20 de outubro às 16:00 h.
Sexta-feira, 23 de outubro às 11:30 h.


Endereço: Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271
Ao lado do Metrô Palmeiras Barra Funda

Até lá!


Segunda-feira, Outubro 19, 2009


Exercício poético nº 6
Livre, sem título (B2B)

Eu gostaria de gostar dela.
Ela gostaria de gostar de mim.
Por isso, toda vez que nos vemos
Começamos tudo de novo:
Quebramos o gelo,
Vencemos o embaraço
Re-conhecemo-nos.
Entramos naquela de admiração mútua,
Sentimos um pouco de vontade
E um pouco de cumplicidade.
No dia seguinte, esquecemos;
Tornamo-nos alheios de nós.
E quando do nosso próximo encontro, eu vou pensar:
“Nossa, eu gostaria de gostar dela”.


Não será meu investir-não-investir
Uma saída política
À uma desilusão que, fatídica
Não tardará em vir?


Sábado, Outubro 10, 2009


Denúncia de exagero

Rever aquilo que se pensa e que se diz é um exercício difícil, mas fundamental. Por isso, gostaria de denunciar meu próprio exagero. Escrevi, tomado de excitação um artigo comovido sobre a morte de Mercedes Sosa. É bem verdade que se trata de uma das maiores cantoras da América Latina no século passado, e que está, inevitavelmente, inscrita na história musical e social de seu tempo. Também é fato que Mercedes provoca em mim um arrebatamento, que gozo ouvi-la repetidas vezes, e que fortemente recomendo que os meus a ouçam e conheçam. Mas não padeci (e dificilmente padecerei) com aquele desespero sua morte. Aquilo tudo é recurso poético. Mas agora, lendo o produto final, percebo que o resultado estético não foi bom, não correspondeu aos parâmetros desejados. Portanto, coloco o fato agora sob o crivo da razão: Mercedes Sosa, importante cantora do século XX, herdeira da tradição de arte militante de Ataualpa Yupanque, exilada política do peronismo, cantora respeitada mundialmente, está morta. Uma perda lamentável para o canto, nem tanto para a política.

Outro exagero é o da declaração, que de declarar não teve coisa alguma. O que houve sim foi ímpeto, e um enorme, incontrolável egocentrismo, daqueles que de vez em quando se me acometem, e fazem com que eu acredite fielmente ser o centro dos centros das galáxias. Como se vê, por trás de um grande ato de generosidade pode se ocultar uma tremenda vilania. Dono de mim, fiz uma investida retórica, provando por a mais bê porque sou a melhor opção e porque tenho de ser amando.

Sabemos, entretanto, que todas as coisas devem ter um limite. Até o amor próprio. Senti no momento exato do clímax de meu monólogo que passara dos limites. Gostar não é coisa que se convença, é coisa que se padece, e coisa que se aceita. Eu não sinto gostar, nem sentia enquanto a convencia (e a mim mesmo) de que sou a melhor opção. É curiosa essa dialética: não sou a melhor opção justamente por ter de provar retoricamente minha superioridade.

Ironias da vida. Relendo os três jeitos de trejeitos, concordo comigo mesmo. Ainda acrescentaria: lírico, empírico, patético. Mais três jeitos de trejeitos para mim.


Segunda-feira, Outubro 05, 2009


Mercedes Sosa está morta.

Mercedes Sosa morreu. Na manhã deste mesmo dia, em que me declarei.
Me declarei no dia da morte de Mercedes Sosa.
Se soubesse que Mercedes Sosa acabara de morrer, não sei o que teria feito. Não sei o que fazer agora que soube de sua morte. Ouço-a cantando gracias a la vida. Ouço-a dizendo que vê o fruto, o belo, os olhos claros. A vida há dado tanto a Mercedes Sosa, e tanto a mim. Ainda assim sinto tanto, tanto sua morte. Sinto profundamente. Não desejo que tenha morrido, desejo que volte a vida, e que siga cantando, que siga dizendo que a vida à ela há dado tanto.
Eu também quero que a vida me dê tanto, o tanto que sinto a morte de Mercedes Sosa. Porque morre? Porque, Mercedes? Siga vivendo, é muito preciso o que faz, é muito grave como o faz. É necessário que siga a me conduzir ao sagrado, que me afete os afetos, que me rompa as barreiras do cérebro estúpido com um vibrato irrecusável, que entoe sem que se possa oferecer qualquer barreira, e que me entregue ao mais absoluto desespero, ao mais absoluto sentido, que permita que tudo seja, que seja o divino. Mercedes Sosa, não morra. A minha vida fará menos sentido se se calar a sua voz. Se se cala o cantor, se cala a vida. Você disse, não se contradiga. Preciso de Mercedes Sosa para acordar amanhã sabendo que hoje me declarei. Preciso que Mercedes Sosa faça amanhã ter sentido. Preciso que siga sendo a voz da divindade. Divindades não morrem, porque foste então morrer, Sosa? Te queria ouvir para celebrar minha declaração, não teu leito fúnebre. Coisa mais triste, dia mais triste, não devia ser triste esse dia em que me declarei, mas foi, porque Mercedes Sosa está morta.


Terça-feira, Setembro 22, 2009


A ostra e as pérolas

Rubem Alves disse uma vez que ostra feliz não dá pérola. Não sei se concordo com ele. Provavelmente esteja certo no âmbito da biologia; parece correta, até bonita, a percepção de que a pérola só se produz para proteger a ostra, neutralizando o grão de areia invasor, envolvendo-o, expulsando-lhe da entranha. Da metáfora, entretanto, devo levantar algumas perguntas. Se bem entendi o que propôs Rubem Alves, aquilo que seria uma infelicidade para a ostra (um corpo estranho a lhe ferir) é justamente aquilo que desperta e possibilita a reação, de modo que a ostra saia mais virtuosa depois da batalha e do sofrimento.

A ideia de um sofrimento que enaltece parece muito profunda em nosso imaginário. Crer efetivamente que o sofrimento do colégio por boas notas o torna inteligente, que o martírio no trabalho o torna rico, que o padecer da carne garante a polidez da alma é conteúdo a se discutir. Não seria virtuosa, pois, uma vida que prescindisse do sofrimento educativo? Digo, o processo de formação intelectual e afetivo seria um fracasso se pensado em termo de prazer, e não de sofrimento?

Eu gostaria de ter uma vida sem grandes percalços. De fato, imagino até que tenha, dado que todas as grandes dificuldades que enfrentei tinham não mais do que o tamanho que lhes atribuí. E não me considero pessoa ruim. Pelo contrário, permaneço adequadamente domesticado, cumpridor das regras sociais e políticas, portador de ideias de progresso sustentável, enfim, posso dizer que não represento perigo imanente.

Por outro lado, tenho forte a impressão de que os processos educacionais, particularmente os da escola, foram castradores de diversas soluções criativas que eu propunha aos problemas. Eram castradores também da manifestação artística, e, de maneira ainda mais contundente, do questionamento filosófico. A escola tem medo do que não sabe responder. Ou pior, ocupa-se de desestimular qualquer projeto de mudança das estruturas vigentes. No primeiro caso, seria imbecil, no segundo, perversa.

Não sou educador, conheço o assunto por fofoca. Ainda assim, sinto que a educação pode acontecer como processo de estímulo criativo, autenticidade de questionamentos e, principalmente, prazer. Vejo as crianças de Reggio Emilia e fortifico minha opinião. O saber enlatado, triturado e digerido que é apresentado na escola regular não poderia ser outra coisa senão um desestimulo a toda sorte de individuo. Criança que vai bem na escola precisa de terapia. Gostaria que as gerações vindouras não fossem pérolas como as da minha geração: frutos da castração e do sofrimento, e sim criaturas pensantes, ativamente criativas, questionadoras e libertas das amarras das respostas certas ou erradas para as questões propostas. Mesmo que estas ostras não deem pérolas.


Segunda-feira, Setembro 21, 2009


Exercício Poético nº 5
De quando encontrei Ariela


“...no mar, onde o céu flutua
Onde morre o sol e a lua
E acaba o caminho do chão...”




Todos os dias
Vou lançar ao mar
Uma carta de amor

Vou ver a maré levar
Pensar em Ariela
A carta de amor ao mar
O mar e ela...

Carícia de areia nos pés descalços
A força do vento a guiar-lhe os passos
A carta de amor a boiar nas vagas
do mar, buscando-te, donzela.

Verde-rubi de corais
Vai-vem dos barcos no cais
Colinas, sóis, neblinas...

Todas as formas e cores
Compõe tua paisagem.
Todos os mares e amores
Te querem provar os sabores.

Se ao mar se lança
Verá que à vaga dança
A carta de Ariela,
O mar é dela!


Quinta-feira, Setembro 10, 2009


Exercício Poético nº 4
Quando de Nathalie ganhei um colar de madrepérola

Tocou do Lírio a Pétala
Dançou no seio o pêndulo
Tirou por entre os cachos um
Colar de madrepérola.

Assim me fez bonito
E então se fez lamento.
Sem mais, pede que toco
Pra ti meu instrumento.

Abraços que repartes
São flechas a lançares
Nos corações que partes...

Assim, sucinta
Em mim suscita
Que o som se sinta!


Quinta-feira, Agosto 27, 2009


Eu ouviria o que diz Andrew Keen sobre a internet.
Pensaria em como a mecânica quântica e a física newtoniana podem coexistir na mais absoluta discordância.
Faria amor.
Confessaria o medo danado de ter a minha incompetência descoberta, e ficar muito pobre.
Bradaria contra a ignorância.
Gastaria grana com roupas bonitas e chocolate.
Passaria um tempão com os meus amigos.
Só ouviria música ao vivo.

**************

Cá estou a me confessar já vão mais de quatro anos.
Talvez esperando perdão. Permanentemente atiçando as feridas. Intermitentemente relatando as novas, mas sempre com respeitável atraso.

**************

Tentativa do mês: não julgar, e praticar o perdão. Não por pieguice ou dogma, sim porque há bons indícios de que estas práticas são indispensáveis à manutenção da vida. Ainda assim, a dificuldade persiste.

**************

Tenho em mãos o livro que contém minha primeira publicação em papel. Trata-se da Revista da Associação de Pós-graduação em música, que contém três artigos meus. Fiquei emocionado, contrariando minha própria expectativa. As letras pretas nas folhas brancas diziam meu nome e todas as outras bobagens que eu escrevi. Não há dúvida de que se trata de uma publicação pró-forma, que de fato ninguém lê, mas é meu e eu sei que está lá, então continuei feliz. Agora já posso voltar a ser triste.


Sexta-feira, Julho 10, 2009


exercício n.3 - d´um candidato a professor que eu avaliava, e que tinha três jeitos de dar aula

Árabe, paulistano, americano
Rarefeitos
Três jeitos de trejeitos

Músico, acadêmico, público
No peito
Três jeitos de trejeitos

Traído, distraído, contraído
No leito
Três jeitos de trejeitos

Capital, social, natural
No pleito
Três jeitos de trejeitos

Animal, vegetal, mineral
No prato
Três jeitos de trejeitos

Sintético, prolixo, didático
No texto
Três jeitos de trejeitos

Eu, tu, eles
Sujeitos
Dos três jeitos de trejeitos.


Quinta-feira, Julho 09, 2009


Jogos de palavras
exercício n. 1 – d´uma passeata pela construção de cisternas.

Da sede da Federação, da até pra ver o céu
A plataforma cede quando há superlotação.
A sede da gente é braba, mas não vejo solução
Senador não aparece, para evitar confusão.

Nem a sede da Federação
Cedeu à sede do povão.
Deputado não tem sede
E, da sede do planalto
Do alto da plataforma
Não cede, dizendo ‘não!’

Cisterna de guarida
O governo prometeu
Esperando toda vida
O pobre se arrependeu!

Deputado não tem noção,
Senador não tem nação!
Encheram de maldade
A cisterna do coração.